quinta-feira, 11 de março de 2010

Infectou, vai para a cadeia



Escrito por WebMaster Soropositivo.Org


Seguindo tendência mundial, a Justiça brasileira começa a punir pessoas que, sabedoras de que estavam infectadas, transmitiram o vírus da AIDS a seus parceiros.
A AIDS deixou de ser apenas uma questão de saúde pública e chegou ao âmbito do direito penal. Vem aumentando o número de países que punem com cadeia a pessoa que, sabendo-se portadora do vírus HIV, não alerta o parceiro para o risco de infecção e o contamina. O Brasil já faz parte dessa lista. Os métodos de prevenção contra a AIDS são tão difundidos que alguns juízes, apesar da inexistência de uma legislação específica sobre o tema, interpretam como crime essa situação. Foi o que aconteceu no caso do paulista José Luis Correa de Moura, que infectou a amante. Julgado pela primeira vez em 2004, Moura foi condenado a oito anos de prisão por tentativa de homicídio. O raciocínio jurídico foi que, ao ter relações sexuais sem proteção com a parceira, ele sabia que podia matá-la. Após novo julgamento, o crime foi alterado no mês passado para lesão corporal gravíssima, com a possibilidade de o réu cumprir a pena em regime aberto. O argumento que prevaleceu dessa vez foi que, como a AIDS é uma doença incurável, mas nem sempre letal, o contágio deve ser considerado um prejuízo à saúde, e não um risco de vida. A defesa de Jayr Galhardo Júnior, de Cosmópolis, no interior de São Paulo, preso por ter contaminado duas namoradas, quer que ele seja julgado pelo crime, mais brando, de perigo de contágio de moléstia grave.
A Justiça brasileira segue uma tendência mundial. Trinta e cinco países já condenaram cidadãos por transmitir o vírus da AIDS. Um dos casos de maior repercussão foi a prisão, em abril passado, da cantora alemã Nadja Benaissa, do grupo musical No Angels, sob a acusação de ela ter feito sexo com três homens sem informar-lhes que era portadora do HIV e de ter infectado um deles. Nadja aguarda o julgamento em liberdade. Ela pode pegar até dez anos de cadeia. De acordo com o último relatório divulgado pela UnAIDS, o programa das Nações Unidas para a AIDS, havia no ano passado 33,4 milhões de portadores do HIV no mundo, 15% mais do que em 2001. Esse número inclui tanto pessoas que já convivem há muitos anos com o vírus quanto as que foram contaminadas recentemente. O grupo dos recém-contaminados diminuiu em 2008 - sinal de que a epidemia avança, mas a um ritmo mais lento. Os dados brasileiros são menos animadores. Segundo um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de novas contaminações a cada ano não caiu. Uma possível explicação para isso é que as campanhas de prevenção não estão conseguindo reduzir o avanço da doença. Não é por falta de abrangência. Somente 3% dos brasileiros entre 15 e 64 anos desconhecem a informação de que o HIV pode ser transmitido por intermédio de relações sexuais.

Laura Diniz

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher na sociedade. História do 8 de março




No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.



A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.



Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).



Objetivo da Data



Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bazar da Casa Mulher e Vida


A entidade oferece as suas associadas roupas e calçados doados pelos comerciantes da cidade de Taubaté.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cuidando de Alguém com Aids

Cuidando de Alguém com Aids

Um dos melhores lugares para se cuidar de uma pessoa com aids é a própria casa, onde se encontram os que lhe podem dar carinho e dedicação. Ao contrário do que se pensava no início da epidemia, a maioria das pessoas com aids, atualmente, pode ter uma vida ativa por períodos prolongados. Na realidade, uma pessoa com aids não tem necessidade de hospitalização na maior parte do tempo, freqüentemente se recupera da maioria das doenças com mais rapidez e comodidade em casa, com o apoio de seus amigos e pessoas queridas. Além disso, os cuidados em casa podem reduzir a tensão e os custos da hospitalização.
As pessoas com aids são afetadas pela doença de maneiras diferentes e em diferentes graus de gravidade. Você pode se manter informado pelo médico ou enfermeiro da pessoa de quem está cuidando sobre a intensidade e o tipo de cuidados que ela necessita. Com freqüência, uma das coisas que a pessoa com aids mais encontra dificuldade é continuar sua rotina diária, como fazer compras, receber e responder correspondências, pagar contas e pôr em ordem sua casa. Estas são algumas das tarefas onde você pode ter um papel importante.

O QUE VOCÊ PRECISARÁ FAZER?



Se você se propõe a cuidar de uma pessoa com aids em casa, terá que ter um plano de cuidados domiciliares detalhado, que deverá constar de orientações dos profissionais que fazem seu acompanhamento. Procure profissionais que sejam necessários e ouça o que cada um tem a dizer. As instruções devem ser claras e escritas, tanto em relação aos procedimentos na casa, quanto aos possíveis contatos em caso de uma emergência.

Prepare-se para manter informada a equipe sobre mudanças que venham a ocorrer na saúde ou no comportamento da pessoa. Por exemplo, tosse, febre, diarréia ou confusão mental pode indicar uma complicação que requeira uma intervenção imediata ou uma internação. O médico, da mesma forma, lhe informará quais as possíveis alterações no estado da pessoa, indicadores de que os cuidados em casa já não são a melhor opção no momento.



Não se esqueça de que, mesmo recebendo cuidados domiciliares, há um serviço especializado onde a pessoa faz seu tratamento, e que deve lhe servir de referência quando necessário.

Dependendo da cidade, você pode, também, conseguir ajuda de alguma Organização Não-Governamental (ONG) que trabalhe com aids, ou da Secretaria de Saúde de seu Estado ou Município, para algum tipo de treinamento ou informações adicionais.

COMO PROPORCIONAR APOIO EMOCIONAL AS PESSOAS COM AIDS

É importante pensar acerca do bem-estar emocional da pessoa que está sob seus cuidados. Como as necessidades emocionais de cada pessoa são diferentes, não existe um enfoque aplicável para todos. Aqui há algumas sugestões baseadas na observação das principais dificuldades encontradas pelas pessoas com aids.

Estimule a pessoa com aids a se preocupar com o próprio cuidado, a estabelecer um programa e a tomar decisões sempre que for possível.

Não evite a pessoa com aids. Inclua-a nas atividades pelas quais ela se interessar. Você não precisa falar constantemente: sua companhia pode ser mais importante. O mero fato de você estar presente enquanto lê ou vê televisão pode ser apreciado. Dê-lhe tempo para a tranqüilidade: como todo mundo, a pessoa doente sente raiva, frustração e depressão.

Não tema falar da doença. Freqüentemente, a pessoa com aids precisa falar da sua doença para pôr em ordem o que lhe está acontecendo. Se ela desejar, oriente-lhe como proceder para receber apoio psicológico profissional. Permita que os profissionais que participam da assistência entendam sua relação com a pessoa com aids e o seu papel como provedor de cuidados.
Não tema tocar na pessoa com aids. A sensação do toque de carinho, dos abraços, de uma massagem pode ser muito agradável, mas há pessoas que não querem aceitar a proximidade física.
Algumas doenças podem causar lesões cerebrais e distúrbios que incluem, desde falta de clareza para raciocinar, até mudanças na afetividade e no humor. Pode não estar completamente alerta, perder o interesse pelo seu trabalho e por outras atividades, e ter atitudes imprevisíveis ou exageradas. São problemas que podem perturbar tanto a própria pessoa, quanto os que a cercam, às vezes, dificultando a manutenção da rotina de cuidados e demandando intervenções médicas claras.

COMO A AIDS SE TRANSMITE E COMO VOCÊ PODE EVITÁ-LA

O vírus causador da aids se chama HIV, o que significa, nas iniciais do inglês, Vírus da Imunodeficiência Humana. O HIV está presente no sangue, sêmen e fluido vaginal das pessoas infectadas e, normalmente, ele se transmite por relações sexuais com penetração ou sexo oral com pessoa infectada pelo HIV, sem o uso de preservativos;

* drogas injetáveis compartilhado com pessoa infectada pelo HIV;

* "vertical", isto é, da mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou aleitamento;

*transfusão de sangue contaminado.

É importante que você tenha clareza de que o HIV não se transmite pelo contato social cotidiano, como pela respiração, objetos (como pratos, talheres), alimentos, assentos de sanitários ou insetos.
Entre os profissionais de saúde que se acidentaram com agulhas usadas em pacientes com HIV ou com seu sangue sobre mucosas ou pele com feridas, o risco de infecção é muito baixo (menos de 0,5%), logo, há certas precauções simples que podem reduzi-lo ainda mais. Usar luvas quando tiver que entrar em contato com o sangue, vômito urina ou fezes do paciente, como na situação de promover sua higiene, ou de limpar objetos que contenham esse material, é uma forma de evitar outros germes, pois não se tem registro de que o contato com a pele sã dê lugar à infecção pelo HIV.
Pode-se utilizar dois tipos de luvas, dependendo da tarefa. Quando você der cuidados de enfermagem, como puncionar uma veia ou fizer a higiene, deve usar luvas descartáveis que, como diz o nome, não devem ser utilizadas outra vez. Para as tarefas de limpar objetos com fluidos corporais, as luvas podem ser de borracha, caseiras, e lavadas após seu uso. Assegure-se do bom estado das luvas.
Retire o sangue das superfícies e dos recipientes que contenham sangue, fezes, etc, com água e sabão, e depois desinfete com solução normalmente utilizada na limpeza ou com uma solução de água sanitária e água.
Quando estiver manipulando uma seringa com agulha já usada, segure no corpo da seringa e deixe-a cair com cuidado em recipiente à prova de espetadas. O serviço que presta assistência ao paciente deve oferecer um recipiente específico, mas se isso não acontecer, use, por exemplo, uma lata de leite em pó contendo solução de água sanitária, por exemplo.
Mantenha o recipiente no cômodo da casa onde se guardam e utilizam as agulhas e seringas, mas em local seguro e fora do alcance de crianças. Procure descartar o recipiente antes que se encha de agulhas. Peça informações detalhadas à equipe médica em relação à forma e local de descartar esse material.
No caso de acidente com agulha ou outro objeto cortante que entrou em contato com sangue da pessoa com HIV, lave profundamente o local com água e sabão, e faça logo contato com seu médico para orientação.
As roupas usadas pela pessoa doente com aids devem ser lavadas como as de todo mundo. A presença de sangue, sêmen ou secreção vaginal nas roupas não podem fazer nada além de manchá-las.
* Uma pessoa com aids não precisa e não deve ter seus pratos ou talheres separados, nem esses objetos requerem métodos especiais de limpeza, devendo ser lavados de forma normal, com sabão ou detergente.

*Uma pessoa com aids pode cozinhar para os outros sem restrições. Lavar as mãos antes de começar a preparação dos alimentos é uma boa idéia para quem cozinha.

*Uma pessoa com aids não deve compartilhar aparelhos de barbear ou escovas de dente, porque tais objetos podem causar sangramento, embora, ainda, não se tenha confirmado nenhum caso de transmissão por essa via.

COMO PROTEGER AS PESSOAS COM AIDS CONTRA INFECÇÕES

Uma pessoa com aids ou com doenças relacionadas à aids tem dificuldades para combater certas infecções. Ela deve evitar o contato estreito com quem esteja apresentando doenças de fácil contágio, até que os sintomas tenham desaparecido.
No caso de infecções como herpes ou herpes Zoster, deve-se evitar um contato estreito com a pessoa com aids. Se isso não for possível, as lesões devem estar cobertas e o fato de lavar as mãos antes de tocar na pessoa, já a está protegendo.
Todas as pessoas que convivem com alguém com aids, mesmo se considerando saudáveis, devem pedir orientação médica especializada com relação à própria saúde.
Há situações que podem ser prevenidas em caso de exposição inevitável, como, por exemplo, uma pessoa com aids é visitada por alguém que, logo após, se descobre com sarampo. Há, logo nas primeiras horas após o contato, a possibilidade de um tratamento que pode ajudar a evitar que o sarampo se desenvolva. Isto é muito importante, principalmente, no caso das crianças com aids.
A alimentação da pessoa com aids pode, virtualmente, ser igual à de qualquer pessoa, mas não custa lembrar algumas regras que também devem ser usadas por qualquer pessoa:

*evitar o leite cru (não pasteurizado).

*carnes em geral devem ser comidas bem cozidas assadas ou grelhadas.

*frutas e legumes crus devem ser muito bem lavados, podendo ficar imersos em água com vinagre, numa bacia, durante meia hora, até serem servidos.

*lavar bem as mãos antes de manipular qualquer alimento, assim como quando passar de um alimento ao outro.
*lavar, também, todos os utensílios quando passar de um alimento ao outro.

*evitar o contato de caldos alimentícios não cozidos (sangue das carnes, água de frutos do mar) com outros alimentos.

*usar tábuas de plástico para cortar os alimentos, por ser o plástico mais fácil de limpar.

OUTROS CUIDADOS

É muito importante que a pessoa com aids receba atenção e cuidados, mas estes devem ser proporcionais às suas limitações, porque faz parte do tratamento, o estímulo à independência.
Uma das situações em que há que se prestar a maior atenção é o respeito aos horários dos medicamentos. Hoje, com o advento do "coquetel", que vem recuperando grande parte dos doentes com aids, dando espaço a novos projetos, surge o risco, também crescente, do surgimento de vírus resistentes aos medicamentos do "coquetel". Para reduzir isso, os remédios anti-retrovirais devem ser tomados respeitando rigorosamente a dose e os intervalos de tempo indicados na receita médica, bem como as exigências de hidratação e alimentação relacionadas a algumas destas medicações.
Caso a pessoa não esteja tolerando essa carga de medicamentos, com vômitos, dores de estômago, cólicas ou alergia, é imprescindível o contato com o médico. Não se deve suspender qualquer medicação sem consulta médica, sob risco de ter outro episódio de nova infecção ou recaída de alguma já tratada anteriormente.
A pessoa com aids deve visitar o oftalmologista para realização de exame de fundo de olho em cada quatro a seis meses, se não tiver sentindo nenhuma alteração na visão. Mas diante da mínima diferença, deve comunicar imediatamente o seu médico, para realizar exame especializado o quanto antes. A infecção por CMV no olho não pode ser previnida, mas a sua gravidade vai ser tanto menor quanto mais rapidamente for tratada. Já existem alguns medicamentos para CMV disponíveis no mercado, apesar de apenas um ser distribuído na rede pública de saúde, o que significa que CMV no olho não é mais sinônimo de cegueira.
A falta de algum dos medicamentos prescritos, no serviço de saúde, deve ser comunicada ao seu médico que prescreveu, para que se saiba da possibilidade de substituição e da urgência em adquiri-lo.
Pelo fato de a aids ser um conjunto de possíveis doenças, a repetição de um sintoma não significa, obrigatoriamente, a mesma doença. Portanto, a automedicarão deve ser evitada e o médico assistente, sempre comunicado do aparecimento de qualquer sintoma, mesmo que leve.
Qualquer sintoma, mesmo que pareça não pertencer à alçada do infectologista ou clínico que está acompanhando o tratamento, deve ser citado. Por exemplo, muitas vezes, quadros depressivos podem esconder algum problema neurológico e, mesmo não sendo esse o caso, há diversos serviços, gratuitos ou não, que oferecem psicoterapia, se for o caso.

É BOM CONHECER ALGUNS MEDICAMENTOS

Os anti-retrovirais agem diretamente na capacidade de multiplicação do HIV. Basicamente, existem dois tipos de anti-retrovirais:
- Inibidores de transcritas reversa: AZT ou Zidovudina; ddI ou Didanozina; ddC ou Zalcitabina; 3TC ou Lamivudina; d4T ou Estavudina; e, mais recentemente, a Nevirapina, a Delavirdina e Efavirenz.

- Inibidores de protease: Saquinavir, Indinavir, Ritonavir e Nelfinavir.

SULFAMETOXAZOL+TRIMETOPRIM: são usados, principalmente, no tratamento e prevenção (profilaxia) da pneumonia por Pneumocystis carinii, e na prevenção da toxoplasmose. Para se iniciar essa medicação, há critérios baseados na contagem de linfócitos T-CD4+ e nos sintomas clínicos do paciente.

NISTATINA: tratamento da candidíase oral. Pode ser usado sozinho, dependendo da resposta clínica.


CETOCONAZOL: tratamento da candidíase oral extensa, ou com acometimento do esôfago.

FLUCONAZOL: tratamento de algumas infecções causadas por fungos, como meningite por criptococo e nas manifestações graves de candidíase oral ("sapinho"); e outras formas de candidíases resistentes ao Cetoconazol; ou ainda quando existe contra-indicação para o uso do Cetoconazol.

ITRACONAZOL: tratamento alternativo de infecções por fungos, ou quando não há boa resposta ou disponibilidade à medicação de escolha.

ANFOTERICINA B: tratamento preferencial para infecções graves por fungos, como meningite por criptococo e candidíase disseminada. É uma medicação eficaz, mas necessita de controle laboratorial devido a seus possíveis efeitos tóxicos.

SULFADIAZINA+PIRIMETAMINA: tratamento preferencial da toxoplasmose. Esta medicação serve, depois, como manutenção do tratamento, em dose menor, não podendo ser suspensa, pois previne a recidiva da doença.

CLINDAMICINA: antibiótico de amplo espectro de ação, também utilizado como segunda opção no tratamento da toxoplasmose e da pneumonia por Pneumocystis carinii, em associação com outras drogas.

TUBERCULOSTÁTICOS: medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose. Há vários esquemas terapêuticos, mas o mais usado é uma associação de três medicamentos, chamada esquema tríplice, ou RIP, que são: Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida.

ALGUNS CONCEITOS

CD4 - É uma molécula encontrada em algumas células de defesa, linfócitos, responsável pelo combate ao HIV, e que diminuem com o avanço dessa infecção, já que a reprodução do vírus acarreta a sua destruição. O exame de sangue através do qual se faz a contagem de CD4 é um dos melhores meios para se avaliar o estado do sistema imunológico do paciente.

Carga viral - é a quantificação das partículas de vírus existente no sangue. Através desse exame, apura-se o nível de replicação do HIV, servindo, portanto, para orientar a medicação indicada.

Soroconversão - É o momento em que o HIV passa a ser detectável através dos testes convencionais. Costuma ocorrer até o terceiro mês depois da infecção, podendo se manifestar através de febre e outros sintomas temporários.

Aids - Conjunto de doenças ocasionadas pela deficiência do sistema imunológico do indivíduo, relacionada com a infecção crônica pelo HIV.



Meningite - Inflamação das meninges (membranas que revestem o cérebro). Na aids é, principalmente, provocada pelo criptococo, que não é transmissível de pessoa a pessoa.



Pneumonia - Inflamação dos pulmões, provocada por diversos tipos de microorganismos. Na aids, os agentes causadores de pneumonia são Pneumocystis carinii e o bacilo (bactéria) da tuberculose.



Sinusite - Inflação dos seios da face, causada por bactérias e fungos.


DOENÇAS

Retinite - Inflamação da retina, podendo ser ocasionada pelo CMV (citomegalovírus) e Toxoplasma gondii.



Colite - Inflamação do intestino grosso, causada por diversos microorganismos, principalmente o CMV.



Esofagite - Inflamação do esôfago, causada principalmente pela cândida, herpes e CMV.



Dermatite seborréia - Descamação da face, freqüentemente acompanhada de infecção local por fungo.



Neuropatia periférica - Inflamação dos nervos, principalmente os dos membros inferiores, que provoca dores, formigamento e anestesia.



Pancreatite - Inflamação do pâncreas, freqüentemente considerada um dos efeitos colaterais do uso do ddI.



Aftas - Freqüentemente seu surgimento se deve a efeitos colaterais de medicamentos (ddC) pela ação do próprio HIV.



Sarcoma de Kaposi - Espécie de câncer de pele, caracterizado por lesões que vão desde manchas violáceas até tumores localizados na pele e nas mucosas e órgãos internos.



Linfoma - Tumor maligno, freqüentemente localizado no cérebro gânglios e tecidos linfáticos.



Neurotoxoplasmose - Infecção causada pela reativação do protozoário Toxoplasma gondii. No paciente soropositivo para o HIV, costuma acometer o sistema nervoso.



Tuberculose - Infecção causada por bactéria, que, no paciente com aids, pode se manifestar em diversos órgãos do corpo, e não apenas nos pulmões.



Micobacteriose - Infecção causada por bactérias da "família" da tuberculose, que surge, freqüentemente, quando há um maior comprometimento do sistema imunológico.

Deseja informações a respeito da Aids , acesse o site http://www.aids.gov.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gávea Hotel de Taubaté, reunião Ong´s AIDS


Estivarão presentes representantes de diversas unidades religiosas, Ongs, Departamento de Saúde, Departamento de Ação Social, DEMATUC, CRT - São Paulo, GVTR Religião Afro e Saúde. A Coordenadora Técnica do AMI - Delourdes Bárbara Santos fez a abertura do evento: Eu gostaria de agradecer a todos que estão aqui estas tarde, estarão esta tarde três representantes que irão apresentar a nossa proposta de trabalho. Representando o Sr. Prefeito Municipal de Taubaté temos o “Pai Alessandro, Sr. Márcio está representando o Diretor do Departamento de Saúde a SrªSandra Vischez - Técnica da área de prevenção, representando o Programa DST/ AIDS do Estado de São Paulo, estará explanando sobre o GT Religiões e AIDS do Estado São Paulo, o qual faz parte do Programa de Prevenção do Estado de São Paulo. A Psicóloga Sandra Vischez - Qual e a missão do programa. O Programa existe há 25 anos, já existia antes do programa nacional, Em virtude do grande numero de casos que começaram a surgir na região de São Paulo. O nosso foco e prestar atenção integral saúde da população aos portadores de DST/AIDS. Ate porque se percebeu que se não cuidarmos de outras doenças elas são a porta de entrada para a própria AIDS. Então hoje nos cuidamos tanto da AIDS como das outras doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a sífilis. Nosso grupo tem por objetivo de aplicar e difundir tecnologia, conhecimento, políticas publicas. Isso e um pouco do que nos fazemos quando organizamos um grupo de trabalho, dessa forma que criamos e construímos idéias ou estratégias de trabalho para somar políticas publicas, então, esse encontro de hoje e muito importe porque é o inicio de um trabalho em conjunto as diversa religiões com o enfoque em saúde pública, uma parceria entre o município, o estado laico e a comunidade religiosa. - Forma de trabalho do programa. O programa trabalha na área de prevenção, assistência, vigilância epidemiológica, gestão em pesquisa, em fim. Uma das diretrizes do sistema único de saúde e justamente a descentralização dos serviços, tudo que acontece aqui no estado, a gestão da área de saúde agora cabe aos municípios, existe o programa nacional, estadual e os programas municipais, onde a Delourdes e a coordenadora Técnica do Ambulatório Municipal de Infectologia, esse programa é desenvolvido em todos os municípios de São Paulo, ela e uma diretriz básica, cada município desenvolve uma”. estratégia própria, de forma ética e solidária, de acordo com os princípios do SUS. O programa Estadual de DST/AIDS nasceu realmente em 1983 junto com os primeiros casos de AIDS identificados no Brasil, esse primeiro caso foram identificados em alguns grupos específicos, ou seja, conhecidos como grupos de risco. Os primeiros casos aconteceram entre os homossexuais, profissionais do sexo e os usuários de drogas injetáveis, isso no inicio da epidemia, nos estamos falando de grupos que já eram estigmatizados antes do inicio da epidemia, quando se fala de AIDS se fala principalmente de preconceito. Um dos maiores problemas que enfrentamos em nosso trabalho e a questão do estigma e do preconceito. Essa e uma questão que deve ser debatida dentro das comunidades religiosas. Atualmente o perfil da doença mudou drasticamente, agora, as pessoas infectadas são mulheres heterossexuais casadas ou vivendo com um mesmo parceiro. Atualmente, a AIDS deixou os centros urbanos, em qualquer cidade, existem portadores do vírus, aqueles que foram notificados às autoridades. Nos, temos que garantir políticas publica para as pessoas que convivem com HIV/AIDS. Para auxiliar os membros da minha comunidade, era necessário fazer uma fusão entre o que a ciência tem a oferecer em tremo de conhecimento e a voz profética, contida nas comunidades religiosas, porque e entre os lideres dessas comunidades, sejam elas de qualquer denominação e que os soropositivos encontram conforto e conselhos. Por isso, através da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, cria o GT Religiões. Chegamos a essa conclusão depois de constatar que, o agente de saúde tem possivelmente uma religião, e como ele pode tratar de uma paciente de outra religião a perguntas que devemos fazer e nos queremos que esse tratamento desigual aos doentes de AIDS continue que as comunidades devem tapar o sol com a peneira com relação à utilização da camisinha. Eu e outras pessoas que trabalham na área de saúde desejamos mudar isso. -Pai Celso de Oxaguian representante do GT religião Afro.

Venho à cidade de Taubaté, pela segunda vez motivado pela discussão a respeito de saúde e espiritualidade, antes nós vínhamos trabalhando com a temática AIDS, e no decorrer do caminho, aprendemos outros métodos e outras questões, eu venho do GVTR, que valoriza o trabalho em rede na área da Saúde, que é uma ONG fundada por religiosos de matriz africana para promover o dialogo inter-religioso no universo da AIDS por conta de varias questões, a proposta original era trabalhar com as varias religiões, tradições e filosofias, porque, primeiramente a pauta que nós estávamos nos dedicando era o combate intolerância religiosa. Um grupo de religiosos teve a idéia de trabalhar as questões ético raciais, porque não havia como discutir religiões afro-brasileiras sem olhar para a questão do negro no Brasil. E esse trabalho gerou vários momentos de debate e impacto, principalmente de aprendizados, mas também de rompimentos, porque a nossa idéia era romper com o sistema, de que tudo aquilo que estava sendo feito era muito bom, só que não estava gerando os resultados esperados. Fazendo outro caminho, nos começamos a procurar informações a respeito de infectologia e educação preventiva, porque não tinha noções de como trabalhar diretamente com os portadores do vírus de HIV/AIDS. Dessa forma começaram a nossa jornada para compreender o que era essa doença e como ela contaminava a população, primeiramente pessoas negras e pobres. Dessa forma, tateando no escuro e procurando a ajuda daqueles de fora do nosso circulo de relacionamento, nesse caso os pesquisadores e agentes de saúde, começamos o nosso trabalho de conscientização. E agora, o que desejamos e chamar a todos, independente de religião e gênero, para que juntos possamos combater esse inimigo comum que e a HIV/AIDS.

O MESA BRASIL SESC


Visita do "Mesa Brasil".




O MESA BRASIL SESC é um programa de segurança alimentar e nutricional sustentável, que redistribui alimentos excedentes próprios para o consumo ou sem valor comercial. O programa é uma ponte que busca onde sobra e entrega onde falta, contribuindo para diminuir o abismo da desigualdade social no país. O programa é também uma ação conjunta que integra o SESC, empresas, instituições sociais e voluntários no esforço de diminuição das carências alimentares e do desperdício de alimentos, com um papel pró-ativo: "demonstra que é possível minimizar os efeitos da fome e da desnutrição através de programas sociais práticos, a custo reduzido e aplicação imediata".